desmancha a tua cor
e mistura ao tom da minha pele
arma tua cura
e senta aqui depois do cansaço
me olha de canto que
eu finjo que não tô vendo
e danço um pouquinho assim
porque eu sei que você gosta
constrói teus desejos nas
minhas costas
e me deixa erguer prédios
pros versos escritos com o
jeito que você anda
caminha comigo
depois das oito da noite
quando o sol abaixar
e só restar espaço pra dois
no meio da rua
você sabotou a minha poesia minha concentração. o meu caderno de anotação ta cheio de frases não terminadas que me levam a pensar que não há frase na vida que iniciará um poema ou uma prosa sobre tuas pernas fascinada que sou por elas, mesmo que nunca as tenha visto e adoraria que me encontrassem no ar ou no meio do caminho pra eu finalmente descobrir onde começa e onde termina todo esse teu infinito no qual eu meu jogo em queda livre e caio. sem medo do que me aguarda ou me guarda.
Comentários
Postar um comentário