Eu sonhei com você. CARALHO, Eu sonhei com você! Tão real que acordei tateando a cama, procurando -você- sabe-se lá que porra; tentei dormir de novo pra ver se tinha tal sonho de volta; surtei a ponto de quase te ligar e dizer "Caralho, eu sonhei com você!" seguido de um "agora vá tomar no seu devido cu por me fazer pipocar de tal forma às 6h da manhã!!!" Você tem ideia do que é sonhar com você? Acordar trovoando, raivando e te amando embaraçadamente, atrapalhando o sono que eu custei tanto pra conseguir? Desordenou tudo. Revirou, remexeu, re, re, re... E sabe quem vou ter que arrumar isso tudo? So-zi-nha. Tirando o dia pra explicar pra mim que o beijo do sonho não foi nada. Eu senti teus labios, teu pegar, teu carinhar, como se você estivesse aqui, mas não foi nada. Acordei sentindo o teu cheiro, -que aliás eu nunca senti- mas ta tudo certo. Não há de ser nada, NA-DA, sentir teu cheiro assim Quantas doses de "não foi nada" eu vou ter que to...
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Zero. Zero negativo se for possível. É como estar cheia de ar e não poder, não ter, onde solta-lo. No papel? Eu vejo as linhas, elas me veem. Suplicam! "Nos preencha, nos tire desse branco total, nos use, nos rasgue, joga tua raiva, teus amores, teus temores. Mas não nos deixe vazias assim!". Eu as ouço e sussurro, grito por dentro, clamo com os olhos: "Me ajudem, arranca daqui de dentro o que não quer sair livremente! TA PESANDO! SANGRANDO, ESTANCANDO, FERINDO OUTRA VEZ... me ajudem! [sussurros]". Elas não entendem minhas súplicas, de modo que eu as escuto o tempo todo. É desesperador. Cheguei ao vácuo, me joguei e não consegui mais sair. Zero absoluto. Escrever sobre não saber escrever, mesmo tendo tantas coisas para colocar no papel. Mesmo tendo muitos medos -inconfessos-, amores -mortos e vivos-, "sentires" e quereres para trocar com as linhas, preenche-las. Satisfazê-las. Me esqueci onde fica o inicio. Começo pelo meio, retornando ao final e pre...
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Como na ciranda, "o amor que tu me tinhas, era pouco e se acabou" (ou era muito e sufocou). Perdi o ar, quando teu abraço, apertava como uma camisa de força e perdi as estribeiras quando não pude mais me confiar a você. Confiar em você. É quase uma carta de despedida, onde escrevo pra ti sobre o mar que testemunhou os beijos e as trocas silenciosas de palavras tão cheias de um tudo que havia aqui dentro e aí dentro. Sobre as ruas que sentiram os pneus do carro onde ouvimos nossas músicas e dançamos sob o uníssono do universo, emanando energias sob nossas idas e vindas, daqui e dali. Sobre a minha cama se desfazendo, quando nossos corpos atritavam e ecoavam desejo e um quê de amor em cada canto que ocupamos, da casa, naquelas noites. E naqueles dias em que estar na companhia um do outro, era a chance pra um dia melhor que o outro. Sobre a intensidade e a eternidade que durou nosso pouco tempo. Tempo... "O amor que eu te tinha, era muito e dissipou", essa é a nossa...