Eu bagunço os teus olhos e desejo a tua carne como sacrifício das minhas
entranhas estragadas, eu bagunço os teus olhos porque sei que vermelhos
eles são mais expressivos do que eu quando quero dizer que os amo e que
desejo sim entre as minhas pernas os teus labios, mãos, desejo aplicado
numa equação que resulta sempre em nós. Não tem, não existe erro em
estar louca e você tem o melhor dos dois mundos: o que pertence aos teus
anseios e aos que pertencem aos meus desejos interrompidos pelos
afazeres do meu dia, mas que não minam a vontade de andar dois mil
quilômetros e poucos pra adentrar os cabelos réus num cheiro que capta a
alma do que te apossa e entra em mim como uma faca rasgando do bucho
até lá embaixo e não doi. Não dói porque você me cura até de mim e do
que eu mais tenho medo cá dentro e não é possível colocar pra fora. É
amor. Toda a bagunça. Todo o tumulto. Uma bela bagunça.
como pode? só por esses olhos gigantes me engoliu as nostalgias as coincidências que até me esqueci de questionar se acredita em destino como pode? por esse sorriso largo me apresentar o futuro e acreditar tanto nas minhas palavras que afeta-me o íntimo com o interesse como pode? que o teu tom e a sensibilidade das tuas pontuações acolhem meus ideais com tanto calor nos traços que agita o peito de um jeito... como pode?
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