tenho em mim todo o sentimento do mundo. e não me importa o prazer se o vazio me acossa logo após. eu sou maré turbulenta e não aceito navegante pacífico. quero guerra dentro do meu triângulo das bermudas e habitações em minhas ilhas perdidas. eu sou mar em dia de enchente e transbordo até a tua praia incontestavelmente tranquila. se não for pra ir fundo, não mergulhe em mim.
você sabotou a minha poesia minha concentração. o meu caderno de anotação ta cheio de frases não terminadas que me levam a pensar que não há frase na vida que iniciará um poema ou uma prosa sobre tuas pernas fascinada que sou por elas, mesmo que nunca as tenha visto e adoraria que me encontrassem no ar ou no meio do caminho pra eu finalmente descobrir onde começa e onde termina todo esse teu infinito no qual eu meu jogo em queda livre e caio. sem medo do que me aguarda ou me guarda.
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